A revista britânica The Economist desta semana diz que o governador de São Paulo, José Serra, precisa entrar logo na campanha à Presidência para se manter na liderança e ter chances de vencer a disputa. A publicação traça um perfil de Serra. Diz que, apesar das recentes críticas que recebeu por causa das enchentes, sua atuação no comando do Estado é "sólida" o suficiente para levá-lo à corrida eleitoral.
A reportagem destaca que, após passar mais de um ano na liderança folgada das pesquisas, Serra viu cair sua vantagem em relação à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, enquanto Lula, "ainda imensamente popular após sete anos no cargo", se dedica "energicamente a fazer campanha por sua candidata".
A revista afirma que o pré-candidato tucano tem uma "trajetória impressionante como acadêmico, ministro e governador", mas também o apresenta como "um personagem curioso". "Um amigo disse que ele anunciou que seria presidente do Brasil quando tinha apenas 17 anos. Colegas o descrevem como um teimoso e notívago control freak" - a gíria norte-americana se aplica a quem procura exercer controle sobre diversas situações e pessoas.
Para a The Economist, Serra terá como trunfo na campanha os investimentos realizados em estradas e no metrô da capital, em contraste com "os projetos anunciados pelo governo federal há três anos, muitos dos quais ainda não saíram do papel".
A revista diz que Serra, conhecido como desenvolvimentista, tem perfil semelhante ao de Dilma. Esta última, de acordo com a publicação, ainda menos carismática que o governador de São Paulo.