Os corpos das duas vítimas fatais do acidente aéreo que aconteceu nesta segunda-feira (25) no Pará estão sendo levados, em uma aeronave particular, para Belém, onde serão encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) da cidade. O acidente ocorreu em uma região de mata fechada próxima à cidade de Senador José Porfírio.

Dez pessoas estavam a bordo do avião no momento da queda: piloto, copiloto e oito passageiros. Desses, dois morreram: o piloto, identificado apenas como Navaro, e um empresário identificado como Luís Rebelo, um dos donos do grupo Reicon, empresa de distribuição de combustível, estaleiros e transporte fluvial de Belém.

Em entrevista por telefone ao UOL Notícias, o coronel Almir Gouvêa, comandante do 9º Grupamento de Bombeiro Militar de Altamira (PA), que fica a 200 km do local onde o avião caiu, três das oito vítimas resgatadas com vida continuam em estado grave, porém os quadros permanecem estáveis. Na tarde desta terça-feira (26), a equipe médica responsável pelas oito vítimas divulgará os boletins médicos atualizados.

O avião bimotor que transportava o grupo partiu de Belém às 12h58 (horário local) com destino à fazenda Vilma Rebelo, próximo do local onde a aeronave caiu. Um avião do 8º Grupamento de Aviação de Manaus se dirigiu ao local. As causas do acidente devem ser investigadas.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave, modelo Bandeirante, pertence à empresa Piquiatuba Táxi Aéreo e tem matrícula PT-TAF.

Informações de parentes do empresário morto no acidente indicam que houve problemas na hora do pouso e que a aeronave acabou caindo na mata. Os familiares disseram que outras duas pessoas ficaram gravemente feridas na queda do avião. "Não houve explosão, o avião se chocou com o solo", disse o coronel Gouvêa, do Corpo de Bombeiros.

Investigação
A Piquiatuba Taxi Aéreo, empresa responsável pelo voo, informou que o avião não chegou ao seu destino. Apesar de afirmar não ter informação nenhuma acerca do que aconteceu, a empresa disse que "acredita" ter sido necessário fazer um pouso forçado em algum local remoto. Desde a decolagem, os pilotos não a contataram mais.

Uma equipe do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já se deslocou de Belém para investigar as causas do acidente.