Não parece perto do fim a discussão sobre a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define os gastos do governo em 2010. Depois do Judiciário conseguir aumento de R$ 21 milhões, agora é a vez do Legislativo exigir o acréscimo no seu duodécimo.

A semana foi marcada por declarações dos depurados Rui Palmeira (PSDB), Paulão e Judson Cabral (PT), sobre a falta de necessidade do aumento, além do próprio governador Teotonio Vilela (PSDB), que afirmou ser impossível qualquer reajuste no duodécimo do Poder Legislativo.
Mas o presidente da Assembléia Legislativa (ALE), o tucano Fernando Toledo (PSDB), falou com a reportagem do CADA MINUTO durante evento na cidade de Pilar e foi contundente nas suas respostas.

Sobre os deputados que são contrários ao aumento do duodécimo ele não deixou barato. “Eu entendo porque nesse momento de discussão orçamentária é o momento de eles aparecerem na mídia fazendo esse tipo de declarações contundentes.”

Toledo falou, ainda, da acusação de Judson Cabral de que a Assembléia não é transparente. “Isso é uma inverdade. A ALE nunca foi tão transparente o quanto ela é hoje. Agora, já estamos com o duodécimo da Casa a três anos congelados e nós estamos buscando uma forma de governabilidade melhor, mas preocupados com as finanças do Estado de Alagoas”, rebateu Fernando Toledo.

Sobre o governador Teotonio Vilela, o presidente da ALE explicou que tem compromisso com os servidores da Casa de Tavares Bastos. “Hoje eu estou presidente e tenho compromisso com os servidores da Casa. Implantamos o Plano de Cargos e Carreiras (PCC), que há mais de 20 anos existia a expectativa do servidor, então nós já temos um pacto financeiro para agora, em 2010, tudo isso estar sendo analisado”, emendou o presidente da ALE.

Fernando Toledo disse, ainda, que tem deputado que está apoiando o governador depois que vieram as eleições. “Eu não, eu sou de primeira ordem, eu fui eleito pelo PSDB, tenho compromisso”, disse ele, em alusão a seu agora companheiro de partido, Rui Palmeira.

O parlamentar também destacou que alguns deputados entendem que fazer oposição à Mesa Diretora dar voto nas próximas eleições. Por fim, Fernando Toledo explicou que ainda não existe prazo definido para a votação do Orçamento e que a análise da questão é uma prerrogativa da Assembléia.