Três militares que trabalhavam no 2º Batalhão de Infantaria Leve do Exército, em São Vicente, a 65 km de São Paulo, estão presos desde o último dia 23 suspeitos de terem furtado mais de 2.000 munições de fuzis, pistolas e armas antiaéreas, e uma granada da unidade.
Segundo o Superior Tribunal Militar, foram levados do quartel 1.350 balas de pistola calibre 9 mm, 730 cartuchos para fuzil calibre 762, 25 de calibre 12 (escopetas), cinco de calibre ponto 50 usado para derrubar aeronaves, além de uma granada M4 e 15 cargas para morteiro 60 mm.
Os militares (três soldados) tiveram a prisão preventiva decretada após serem flagrados com parte do material desaparecido: 49 balas de 9 mm e 50 munições de 762, além da granada.
O inquérito indica que os suspeitos estavam ameaçando outros militares do quartel. A defesa de um dos acusados solicitou à Justiça Militar habeas-corpus alegando que o cliente prestou depoimento sob coação. O pedido não foi aceito.
Foi o segundo grande desvio ocorrido em quartéis das Forças Armadas em São Paulo em 2009 que se teve notícia. No dia 9 de março, sete fuzis calibre 762 foram roubados do 6º Batalhão de Infantaria Leve, em Caçapava, cidade a 116 km da capital paulista. Seis deles foram recuperados. Atualmente, 14 pessoas respondem pelo crime, entre elas dois cabos e dois soldados do Exército.
No Rio de Janeiro, somente em dezembro, dois fuzis foram furtados do Batalhão de Infantaria Paraquedista, em Deodoro, zona norte. Ambos foram recuperados. Um deles foi achado no morro da Pedreira, em Costa Barros, na mesma região, após uma operação feita pelo Exército com auxílio de policiais civis. O outro seria vendido a traficantes da favela do Jacarezinho.