O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu nesta quinta-feira (14) com o presidente do Haiti, René Préval, para apresentar o plano emergencial feito pelo Brasil após o terremoto que atingiu o país caribenho na terça-feira. Participaram do encontro os comandantes da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, General Enzo Martins Peri, além do presidente da República Dominicana, Leonel Fernández.
O presidente do Haiti agradeceu o apoio dado pelo Brasil e relatou a prioridade do país, no momento, é restabelecer as comunicações para facilitar as ações de governo. "Cada vez que o presidente tem que falar com o primeiro-ministro do país tem que mandar buscá-lo. Se o primeiro-ministro quer falar com o chefe da polícia, não sabe onde ele está", disse Préval.
O segundo problema grave a ser resolvido com urgência é a remoção dos destroços para desobstruir as vias e permitir que máquinas e equipamentos de socorro transitem. E o terceiro problema é o suprimento de combustíveis para carros do próprio governo.
O presidente do Haiti estimou em 7 mil o número de mortos em valas em Porto Príncipe. Ele informou ao ministro Jobim que estudará a localização para a construção emergencial de um cemitério para enterrar os corpos. O cemitério será estruturado pela Companhia de Engenharia Força de Paz (Braengoy), informou o Ministério da Defesa.
O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, afirmou que o país está à disposição para trabalhar de forma coordenada com o Brasil para atender os feridos. Os pacientes mais graves que chegarem ao Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira (HCAMP) poderão se encaminhados para quatro hospitais da República Dominicana localizados próximos à fronteira com o Haiti.
Fernández também colocou à disposição do governo haitiano os portos e aeroportos da República Dominicana para entregar produtos ao Haiti, que teve aeroportos e portos prejudicados.