A Polícia Federal de Santos investiga a morte de Camila Peixoto Bandeira, de 28 anos, que foi encontrada com sinais de enforcamento em um navio da MSC Cruzeiros, que estava na região de Santos, na manhã do último domingo (10).

De acordo com o delegado Sandro Patarro, que comanda as investigações, a moça servia bebidas no navio onde trabalhava com o namorado, também bartender. Em depoimento, o rapaz disse que deixou a moça sozinha por duas horas na cabine e quando voltou a encontrou sem vida, com o pescoço enrolado em um lençol preso a um ar condicionado.

Os dois médicos que tiveram contato com o corpo também prestaram depoimentos, além do comandante do navio e um responsável pela área das cabines. Familiares de Camila foram ouvidos informalmente por Patarro, e disseram que o casal tinha um histórico de brigas. O delegado afirma que os parentes estão bastante abalados com o ocorrido.

O namorado da jovem já foi ouvido formalmente três vezes na sede da Polícia Federal, no domingo (10), na segunda (11) e terça-feira (12) e está na condição de averiguado. O delegado trabalha com as hipóteses de suicídio e homicídio para o caso.

Sandro Patarro entrará nesta quarta-feira (13) com um pedido na Justiça para impedir que o homem deixe o país, para não atrapalhar a investigação. O navio em que ele trabalha parte nesta semana para a Argentina.

O delegado aguarda o laudo do Instituto Médico Legal e de peritos da Polícia Federal para concluir o caso. A MSC Cruzeiros lamenta o ocorrido e informa que aguardará o laudo oficial das autoridades competentes para se manifestar.