A morte de Zilda Arns em consequência do terremoto ocorrido no Haiti deixou políticos e amigos consternados. Religiosos próximos da fundadora da Pastoral da Criança dizem que ela deixa um testemunho de dedicação.

Um terremoto de magnitude 7 atingiu o país, destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou bastante a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.

Dom Paulo Evaristo Arns

O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, de 88 anos, recebeu com tristeza e serenidade a notícia da morte da irmã Zilda Arns no Haiti, de acordo com a freira Devanir. "Ele disse que é uma morte que surpreende, mas é uma morte bonita porque ela morre no cumprimento de uma causa que sempre acreditou", lembra Devanir. A irmã lembra que, no começo de dezembro, Zilda esteve com o cardeal e eles conversaram sobre a importância dessa viagem ao Haiti.

Dom Geraldo Majella Agnelo

Cofundador da Pastoral da Criança, o arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo diz que a morte deve ser encarada como testemunho de uma vida dedicada ao próximo. "Não é que ela desejasse morrer desse modo, mas, estando acolhida agora na mão de Deus, terá aceitado", disse. "Ela morreu no posto de trabalho, no testemunho de sua vida."

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores

"O presidente está chocado e lamentou muito pela Zilda Arns. É uma grande perda. Ela era uma pessoa extraordinária”, disse Amorim.

Ivete Sangalo, cantora

"Meus sentimentos e respeito à dona Zilda Arns, vitima do terremoto. Ela estava à frente da Pastoral da Criança, com um trabalho impecável", afirmou a cantora pelo microblog Twitter.