São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, cidade destruída pela enchente, terá a ajuda de técnicos que reergueram Goiás Velho, cidade vítima de tragédia semelhante há oito anos.

Depois da tragédia, a solidariedade. No meio das doações, até carrinho de mão. Mais que uma ferramenta, um símbolo de que a cidade vai se reerguer.
O rio que corta São Luiz do Paraitinga continua acima do nível normal, mas nas ruas a água começa a desaparecer e os moradores já limpam as casas.

A cidade tem mais de 400 casarões e casas construídas nos séculos XVIII e XIX e que foram tombados pelo patrimônio histórico. Até agora, do que foi vistoriado, 40 vão precisar ser restaurados e todo o centro histórico, onde ficava a igreja matriz, terá que ser reerguido.


Nesta sexta-feira (8), São Luiz recebe outro tipo de ajuda. Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Goiás vão auxiliar na reconstrução. Eles vão usar o que aprenderam na tragédia que atingiu Goiás Velho. Por uma triste coincidência, no réveillon de 2001, a cidade também foi destruída por uma enchente.


Em São Luiz foi o rio Paraitinga que transbordou. Em Goiás Velho foram as águas do rio Vermelho que destruíram 12 pontes e 170 casarões.


As duas cidades são muito parecidas. Assim como em São Luiz, as construções de Goiás Velho também foram feitas com barro, pedra e madeira. Quem ajudou a cidade a se reerguer foram os técnicos do Iphan. Até os moradores participaram.


“As pessoas muitas delas ficaram sem a casa, precisavam de trabalhar então nós aproveitamos essa mão de obra”, diz a superintendente do Iphan de Goiás, Salma Saddi.


Em dois anos Goiás Velho, que é patrimônio da humanidade foi reconstruída. Foram gastos R$ 7 milhões, dinheiro do poder público, de empresas e doações.
Os técnicos do Iphan vão levar toda essa experiência e documentos que relatam cada etapa da reconstrução para ajudar São Luiz do Paraitinga a trilhar o mesmo caminho.


“É que eles conseguirão superar esse momento e daqui um, dois anos, quando pensarem no que é que aconteceu, como é que aconteceu, eles vão se sentir fortalecidos e terão muitas histórias para contar para as novas gerações de como superaram esse momento”, diz Salma Saddi.