O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), liberou o uso de sobra de passagens aéreas concedidas em 2009 com o objetivo de indenizar os deslocamentos dos senadores a seus Estados de origem para que os parlamentares utilizem o benefício durante a campanha política deste ano.
Ato da Comissão Diretora editado no dia 21 de dezembro modifica a regra que vetava o uso de sobra de créditos para compra de passagens aéreas depois do término do ano legislativo em que o benefício foi empenhado. Com a mudança, os parlamentares terão direito a viajar mais justamente durante o período que ficam menos tempo em Brasília.
Agora, o ato permite que bilhetes não utilizados em 2009 possam ser gastos em ano eleitoral. O aval à farra das passagens foi assinado por Sarney, Patrícia Saboya (PDT-CE), Mão Santa (PSC-PI), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Gerson Camatta (PMDB-ES).
Depois do escândalo que denunciou a farra das passagens aéreas no Congresso, com a utilização de bilhetes pagos com dinheiro público para patrocinar viagens de lazer de celebridades e parentes de parlamentares, a Mesa Diretora do Senado editou medidas para controlar o uso.
Entre as novas regras estavam a proibição do acúmulo de créditos de um ano para outro, limitação do benefício a cinco trechos por mês e restrição de emissão de bilhetes para parlamentares do Distrito Federal. O ato de dezembro, no entanto, derrubou a restrição ao acúmulo de verbas de um ano para outro.
O R7 entrou em contato com a assessoria do Senado, mas não obteve resposta .