Duas semanas depois de uma operação militar ter matado Arturo Beltrán Leyva, conhecido no México como “chefe dos chefes” por liderar o cartel mais poderoso do país, a polícia mexicana anunciou ter capturado seu irmão, o traficante Carlos Beltrán Leyva, de 40 anos. Segundo a agência de segurança do país, Leyva foi preso com documentos falsos, armas e munição na cidade de Culiacán, no estado de Ninaloa, região oeste do país.
O cartel Beltrán Leyva foi fundado por cinco irmãos. O grupo é conhecido por cometer assassinatos brutais e por controlar grandes carregamentos de maconha e cocaína, que chegam de navio aos Estados Unidos.
No passado, as autoridades haviam descrito Carlos Leyva como um dos principais integrantes do cartel, mas acredita-se que ele tenha tomado as rédeas da organização após a morte de Arturo. Um terceiro irmão, Alfredo Beltrán Leyva, foi detido em janeiro de 2008. Um quarto, Mario Leyva, permanece foragido e é considerado um dos 24 chefes do narcotráfico mais procurados do México. As autoridades oferecem uma recompensa de US$ 2 milhões por pistas que levem à sua captura.
Infiltração
Segundo a Procuradoria Geral da República mexicana, o cartel Beltrán Levya já contou com a colaboração de funcionários da embaixada americana no México e chegou a fazer contato com um assessor do ex-presidente Vicente Fox.
Analistas sugerem que, com a captura de Carlos e a morte de Arturo, o único traficante com possibilidade de assumir o comando do cartel é o irmão Héctor, considerado o responsável pelas relações políticas do grupo.
A prisão de Carlos é amplamente vista como uma vitória do presidente Felipe Calderon contra o narcotráfico. No ano passado, mais de sete mil pessoas morreram no país em crimes relacionados à venda de drogas.