A área alagada no centro histórico de São Luís do Paraitinga, a 182 km de São Paulo, já está seca. A água parada foi provocada pela enchente que atingiu o Vale do Ribeira no primeiro dia de 2010. Segundo a Defesa Civil do Estado, caso não chova nesta terça-feira (5), mais áreas da cidade podem secar.
Para fazer o levantamento dos danos aos prédios históricos, que são cerca de cem, segundo a Defesa Civil Municipal, há uma equipe do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão vinculado ao Governo do Estado, na cidade desde a manhã desta segunda-feira (4).
De acordo com a Defesa Civil Estadual, no centro histórico há cerca de 600 edificações, entre casas, monumentos históricos e repartições públicas. A Defesa Civil Municipal estima que, dos quase cem prédios históricos tombados pelo Condephaat, pelo menos 80 foram atingidos. Destes, segundo o órgão, dez estão destruídos, incluindo a Igreja Matriz, de aproximadamente 200 anos, a Igreja das Mercês, datada do século 17 e Antiga Escola Colonial.
Alta do rio
Outro fator que contribuiu para a inundação da cidade, que possui 11 mil habitantes – pelo menos cinco mil pessoas foram atingidas – é a proximidade do rio Paraitinga, que corta a cidade. Em São Luiz do Paraitinga, há mais de 1.000 pessoas desabrigadas.
De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Luiz Massao Kita, o nível da água chegou a 11 metros acima do normal. Até as 12h30 desta segunda-feira, o nível já havia abaixado para cinco metros.
- Para averiguar os danos provocados na cidade, estamos com uma Força Tarefa composta por 300 pessoas, entre membros da Defesa Civil, Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
O coordenador afirma que 18 cidades foram atingidas na região do Vale do Ribeira. As cidades mais devastadas, além de São Luís, são Cunha, Guaratinguetá, Aparecida e Cruzeiro. Em Cunha, quatro pessoas morreram.
Em São Luiz, um homem está desaparecido - mesmo com a grande possibilidade de não encontrá-lo com vida, a Defesa Civil Estadual não o considera morto. A região está sem energia elétrica e sem o serviço de telefonia – tanto o feito por telefone fixo quanto por celular. Ainda não há previsão para que o fornecimento seja restabelecido.