Sites da oposição informaram que houve novos confrontos entre manifestantes oposicionistas e forças de segurança em Teerã nesta segunda-feira (28).

 

Os manifestantes foram dispersos quando se reuniam para expressar condolências a Ali Moussavi, de 20 anos, sobrinho do líder oposicionista Mir Hossein Moussavi, morto durante protesto anterior.

 

Mais cedo, a TV estatal iraniana disse que pelo oito pessoas morreram durante o protesto contra o governo na capital do país, Teerã, na véspera. A informação é do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

 

A polícia iraniana prendeu cerca de 300 pessoas na manifestação,que pedia reforma política. Os manifestantes enfrentaram forças de segurança do país, no que está sendo considerado o pior caso de confronto violento desde a controversa eleição de junho, quando o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito.

Mais cedo, a TV pública iraniana havia anunciado que o número de mortos chegava a 15.

 

O chefe de polícia da província de Teerã, general Azizolah Rayabzadeh, ficou ferido nos distúrbios, segundo seu auxiliar, general Ahmade Reza Radan.

 

Neste domingo, o site oposicionista Jaras já havia antecipado que quatro pessoas haviam sido mortas em Teerã durante um festival xiita. O chefe da polícia da capital negou a informação.

 

Segundo o site Jaras, os protestos foram estendidos a outras regiões do Irã, incluindo a cidade sagrada de Qom, mas essa informação não pôde ser independentemente confirmada.


Contexto

Os acontecimentos deste domingo agravam a crescente tensão na República Islâmica, seis meses depois de uma polêmica eleição presidencial ter gerado protestos e exposto as amplas divisões dentro dos poderes políticos e clericais.

O Jaras afirmou que a polícia matou três manifestantes no centro de Teerã. O site disse posteriormente que uma quarta vítima também morrera nos confrontos, mas não deu mais detalhes. "Três pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes", afirmou o site.

"Nós mataremos aqueles que mataram nossos irmãos", gritavam os manifestantes, segundo o Jaras.

As mortes deste domingo foram as primeiras em protestos de rua desde as extensas e violentas manifestações logo após as eleições, em junho, nas quais a oposição diz que morreram mais de 70 pessoas.