A companhia aérea KLM assegurou neste sábado que não era responsável pelo controle de passageiros do voo da Nigéria para Amsterdã, no qual viajou o homem que tentou explodir um avião que se dirigia a Detroit, Estados Unidos, com 278 pessoas a bordo após sair da capital holandesa.

Segundo um porta-voz da KLM, citado pela agência de notícias holandesa ANP, a companhia operava neste caso como mera "transportadora" e, por isso, o controle de passageiros era feito pela polícia local.

O canal CNN informou hoje que o suspeito chegou a Amsterdã em um voo da KLM procedente de Lagos, na Nigéria. Na capital holandesa, não passou por uma revista adicional de segurança e simplesmente pegou a conexão para os Estados Unidos, um voo da Northwest Airlines operado pela Delta.

Um porta-voz da polícia holandesa assegurou que o homem não deixou a zona de passagem do aeroporto de Schiphol e não passou pelo posto de controle de passaportes.

As primeiras investigações sobre a tentativa de ataque contra o avião no momento em que se preparava para aterrissar em Detroit indicam que o seu autor, um homem nigeriano de 23 anos identificado como Umar Farouk Abdulmutallab que diz ter vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda, realmente atuou sozinho. Segundo a imprensa local, ele está colaborando com a investigação do FBI (polícia federal americana).

O incidente

O incidente ocorreu por volta da 0h de sexta-feira (hora local), quando um voo procedente de Amsterdã com 278 passageiros a bordo, alguns deles procedentes da Nigéria, iniciou as manobras para pousar no aeroporto de Detroit.

Abdulmutallab tentou ativar uma bomba no interior da cabine de passageiros, mas vários destes e membros tripulação conseguiram contê-lo. O indivíduo foi colocado à disposição da Justiça e levado para um hospital para ser tratado de queimaduras de segundo e terceiro grau.

Ainda de acordo com a CNN, o suspeito chegou a Amsterdã em um voo da KLM procedente de Lagos, na Nigéria. Na capital holandesa, ele não foi submetido a nenhuma revista adicional. Simplesmente pegou sua conexão para os EUA.

Funcionários do governo, citados pela imprensa americana, disseram que os investigadores não têm evidências de que Abdulmutallab seja um membro da Al-Qaeda ou tenha sido treinado para executar ataques.