O pai do menino americano Sean Goldman, 9 anos, divulgou uma carta de agradecimento antes de partir com o garoto para os Estados Unidos nesta quinta-feira. No texto, David Goldman diz que seu amor pelo filho não tem fronteiras e que iria até o fim do mundo por ele.

"Por favor, saibam que o meu amor e o amor do resto da família por Sean não tem fronteiras e que nós iremos até o fim do mundo para protegê-lo", diz a carta de David.

Ele agradece aos brasileiros e americanos que de alguma forma se o ajudaram a conseguir levar o filho para casa. "Eu agradeço verdadeiramente às pessoas incríveis e maravilhosas que se esforçaram extraordinária e tremendamente para unir nossa família ao lindo Sean", afirma.

"Agora é a hora do nosso recomeço, o renascimento da nossa família em uma época tão especial do ano", diz David, ressaltando que ainda há muitos "pais, mães e filhos para unir".

Sean embarcou com seu pai, David, para os Estados Unidos nesta quinta-feira, encerrando uma saga judicial de cinco anos que abalou as relações entre os dois países.

A família do garoto chegou ao consulado americano no Rio de Janeiro antes do prazo limite estipulado pela Justiça para a entrega do menino ao pai. Visivelmente assustado e vestindo uma camiseta amarela, Sean caminhou até a representação americana amparado por seu padrasto, João Paulo Lins e Silva, em meio a uma multidão de fotógrafos e jornalistas que aguardavam sua chegada.

Entenda o caso
A história da luta do americano David Goldman para reaver a guarda do filho mobilizou a opinião pública e o governo americano. O pai de Sean, David Goldman, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. Nesta quinta-feira, o menino voltou com ele para os Estados Unidos, após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STF).

A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos. A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos.