O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira que a Justiça faça uma investigação “justa e transparente” às denúncias de corrupção envolvendo o governor do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de pagar propinas para que aliados aprovassem projetos de seu interesse. Ele também disse que governo federal não pretende intervir no caso.

Durante café da manhã com jornalistas setoristas do Palácio do Planalto, Lula pediu que em caso de comprovação de crimes contra o dinheiro público, os responsáveis sejam punidos. Ele disse, ainda, que foi por esse motivo que enviou ao Congresso um projeto de lei que torna a corrupção um crime inafiançável.

A proposta, encaminhada há duas semanas, endurece as penas dos crimes de corrupção, especialmente para altas autoridades. Nesses casos, o crime será considerado hediondo, com pena de oito a 16 anos de detenção.

São consideradas altas autoridades vereadores, deputados federais e estaduais, senadores, prefeito e vice, governador e vice, secretários municipais e estaduais, ministros, promotores e toda a magistratura.