O Senado dos Estados Unidos resolveu retaliar o Brasil depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o menino Sean Goldman no país, informaram o jornal The New York Times e a rede CBS. Na última sexta-feira (18), o senador democrata Frank Lautenberg anunciou a suspensão da votação de uma lei que estenderia por um ano a isenção de tarifas para algumas exportações brasileiras.
Segundo o New York Times, o país se beneficiou com R$ 4,867 bilhões (US$ 2,75 bilhões) em isenções previstas no Sistema Geral de Preferências, que dá ao Brasil e a outros 130 países isenção sobre 10% do total exportado para os EUA.
Sean Goldman, 9 anos, nasceu nos Estados Unidos e foi trazido ao Brasil em 2004 pela mãe, Bruna Bianchi. Ela decidiu ficar no país sem o consentimento do pai do menino, David Goldman, com quem era casada.
No Brasil, Bruna se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, após dar à luz uma menina. Após a sua morte, a Justiça brasileira concedeu a guarda provisória ao padrasto. E teve início uma guerra judicial entre a família brasileira e a americana do menino pela guarda de Sean.
Na última semana, o pai do menino veio ao Brasil depois que a Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu uma liminar para que Sean viajasse para os EUA com ele. Mas o STF, instância máxima do judiciário brasileiro, concedeu em seguida uma nova liminar à avó dele, Silvana Bianchi, que garantiu sua permanência no Brasil.
O David Goldman recorreu da decisão no Supremo, que não determinou data para avaliar o recurso. O tribunal entra em recesso a partir deste fim de semana.