O pai do menino Sean, David Goldman, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18) que não consegue fazer coisas normais com o filho. O americano disse que queria passar férias com Sean e levá-lo ao cinema para comer pipoca.

David disse que não consegue sequer se comunicar com o filho, pois a família da mãe de Sean, com quem ele mora, impede a comunicação entre os dois.

- Mandei uma carta para ele em novembro, mas a família não deixou ele receber.

Sean mora com o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, e com a sua avó materna. Ele foi trazido dos Estados Unidos ao Brasil pela mãe, Bruna Bianchi, sob o pretexto de passar as férias. Bruna se divorciou de David Goldman, casou-se com o advogado Lins e Silva e posteriormente morreu de complicações no parto da segunda filha. A partir de então, começou a disputa na Justiça brasileira entre a família de Bianchi, entre eles o padrasto, e o pai biológico pela guarda definitiva do menino. Sean tem hoje 9 anos.

Em tom de desabafo, David disse ainda que não sabe quando vai voltar para os Estados Unidos. Ele também afirmou não entender porque tanta polêmica em torno do caso, que classificou como um pai querendo a guarda de seu filho.

Nesta quinta (17), o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu habeas corpus pedido pela avó de Sean para que o menino permaneça no Brasil. A medida suspendeu decisão do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) que ordenava que Sean retornasse aos EUA.