O avô paterno de Isabella, o advogado Antonio Nardoni, disse ao R7 na última quarta-feira (16) acreditar na absolvição de seu filho, Alexandre Nardoni, e da nora dela, Anna Carolina Jatobá. Os dois são acusados de participação no crime e permanecem presos em Tremembé (147 km de São Paulo). O casal nega as acusações.

O juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana (zona norte de São Paulo), marcou para o dia 22 de março de 2010, às 13h, a data do julgamento do casal.

Na noite de 29 de março de 2008, Isabella Nardoni morreu após cair da janela do sexto andar do Edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo. No apartamento, moravam o pai dela, a madrasta e os dois irmãos menores. Nardoni e Anna dizem que outra pessoa, que eles não conseguiram identificar, invadiu o local e jogou a menina, que tinha cinco anos.

Na semana passada, o promotor Francisco Cembranelli informou que o material genético, colhido no dia 6 de novembro, do casal é o mesmo encontrado no apartamento em que o casal morava. Uma maquete do edifício London será utilizada no júri popular.

Antonio Nardoni disse que a decisão de marcar a data do julgamento perto da morte da garota já era esperada e não provocou surpresa.

- É evidente que a data foi escolhida de propósito. Tudo está sendo feito de modo a não dar possibilidade que nada seja revisto.

Antonio afirma ter conversado com o filho e com a nora a respeito e os “preparou” para a possibilidade de terem de participar de um júri numa data emblemática. O advogado afirmou estar esperançoso na decisão dos integrantes do júri popular se eles se ativerem no processo.

- Deus não dá pra gente uma cruz maior do que a gente pode carregar. Vamos até o final com isso [acompanhamento do processo] e eu confio nos jurados, que vão os absolver.

Às vésperas de passar o segundo Natal sem a neta e longe do filho e da nora, Antonio Nardoni afirmou não ter o que comemorar. Para não deixar a data passar em branco para os dois netos fruto do casal e que estão com ele, Antonio Nardoni diz que fará algo discreto.


- Seja pela morte de minha neta ou pelo meu filho e minha nora, não temos mais motivo para comemorar. Isso tudo mexe com o psicológico de todos. As pessoas acham que só há sofrimento do lado da mãe e do pai não.