A 16ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o motoboy Lindemberg Alves Fernandes, de 23 anos, vai a júri popular pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
A jovem foi assassinada em 17 de outubro de 2008, após Lindemberg mantê-la refém por cem horas, em um apartamento de Santo André, ABC paulista. No desfecho, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o local e prendeu o motoboy, mas, durante a invasão, ele atirou em Eloá. A outra refém, Nayara Rodrigues, amiga de Eloá, foi atingida na boca e sobreviveu.
A decisão do TJ foi tomada nesta terça-feira. Segundo o Tribunal de Justiça, ainda não há previsão de quando Lindemberg será julgado pelo Tribunal do Júri de Santo André, pois isto depende da agenda de julgamentos. A defesa de Lindemberg havia entrado com recurso para que o Tribunal revisse a decisão da Comarca de Santo André, que determinou que o acusado fosse julgado pelo júri. Mas a 16ª Câmara Criminal negou o recurso.
Em outubro deste ano, o Ministério Público disse já ter uma série de bons argumentos para convencer o júri a condenar o motoboy. A Promotoria quer provar que ele premeditou o crime. Na ocasião, o promotor Antonio Nobre Folgado disse que Lindemberg já entrou no apartamento decidido a matar Eloá. A tese, disse, é comprovada pelo depoimento da Nayara, pela reconstituição da invasão do Gate; pela perícia no local; pelo laudo necroscópico das vítimas, e pela negociação com o Gate.
O Instituto de Criminalística confirmou que Lindemberg se escondeu para dar os tiros. Na parede e na cortina onde ele foi preso havia vestígios de pólvora. Na negociação com o Gate, disse o promotor, Lindemberg afirmou diversas vezes que ia matar Eloá e Nayara. Lindemberg permanece preso.
