A Galeria Pagé, um dos centros de compras mais populares na região central de São Paulo, foi interditada na manhã desta quarta-feira (16) para que oficiais de Justiça, representantes de marcas famosas e a Polícia Militar vasculhem o prédio para procurar produtos falsificados.
A ação contra pirataria foi deflagrada no início desta manhã. De acordo com a PM, dois oficiais de Justiça foram ao local para cumprir mandados de busca nas lojas.
Os oficiais estavam acompanhados de representantes de marcas famosas que alegam ter produtos pirateados vendidos na galeria.
Segundo o advogado Newton Vieira, que representa o Grupo de Proteção à Marca, a expectativa é que 200 lojas sejam revistadas e 80 mil itens falsificados, apreendidos. De acordo com ele, seis marcas estão envolvidas na operação – Nike, Puma, Cassio, Nokia, Oakley e Chanel.
Ainda segundo o advogado, 130 pessoas participam da ação. Destas, 50 seriam policiais. Os outros participantes são advogados, chaveiros, oficiais de Justiça e ajudantes.
Foi pedido o apoio da Força Tática da PM, que permanecia no local às 10h. Alguns policiais que trabalham na região da Rua 25 de Março também foram deslocados para a ação.
Por causa das buscas, a galeria foi fechada para o público. Segundo a PM, os oficiais podem realizar apreensões se necessário. Até o momento, não foram registrados problemas no local, de acordo com a polícia. A rua foi interditada para a passagem de veículos.