O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira, durante a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que a "liberdade de imprensa" é sagrada, apesar de alguns jornais cometerem excessos. "As vezes, há jornais que se excedem, que divulgam inverdades ou, até mesmo, dissiminam calúnias infames. Aprendi a conviver com isso porque, havendo liberdade de imprensa, a verdade termina sempre prevalescendo", disse.
A Confecom é realizada quatro dias depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a proibição ao jornal O Estado de S. Paulo de veicular escutas telefônicas envolvendo o empresário Fernando Sarney e o pai dele, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O relator do caso, ministro Cezar Peluso, afirmou em seu voto que a liberdade de imprensa não pode passar por cima de outros direitos fundamentais.
Em seu discurso, Lula citou que a legislação na área da Comunicação Social é muito antiga, citando o Código Brasileiro de Telecomunicações, que é de 1962. "De lá para cá passaram-se 47 anos, quase meio século, e o mundo e o Brasil passaram-se por transformações. (...) Mudaram as tecnologias, mudou o País, mudou o mundo", disse.