O sistema de bombas em São Paulo ao longo da marginal do Tietê, na altura das pontes das Bandeiras, Casa Verde e Anhanguera, vai passar por "auditoria rigorosa" do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O sistema de regulagem é administrado pela prefeitura e feito para evitar que as águas do rio transbordem nos pontos mais baixos da pista. A informação é da secretária do Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena.
Com as chuvas de terça-feira (8), esses três pontos da marginal do Tietê se mostraram vulneráveis porque foram os locais por onde as águas do rio invadiram as pistas. Nessas regiões, o nível do solo é rebaixado para permitir a passagem de caminhões de até 4,5 metros sob as pontes, segundo Dilma.
- Vamos fazer uma análise rigorosa para ver como estão os equipamentos, obter todas as informações, em conjunto com a Prefeitura.
Como forma de evitar que as águas do Tietê transbordem nos pontos rebaixados, existe ao longo da marginal três sistemas de polders - diques que isolam as partes mais baixas do rio. As águas são bombeadas de dentro desse tanque para o eixo normal do rio, para evitar o transbordamento.
A administração do sistema de bombeamento nos polders da marginal é de responsabilidade das subprefeituras, que terceirizam o serviço de manutenção para a empresa Obracon Comércio e Serviços, que também faz a manutenção de seis piscinões.
A secretária Dilma Pena afirmou que a Prefeitura comunicou ao governo do Estado que as bombas dos polders estavam funcionando. Segundo Dilma, na Ponte das Bandeiras o problema na terça foi ainda agravado pela queda do muro do polder, por volta do meio-dia. Nesse horário as águas já haviam invadido a Marginal.
Usina de Traição
A secretária ainda reiterou que o não funcionamento de uma bomba na Usina Elevatória de Traição, operada pela Emae (Empresa Metropolitana de Água e Energia), não pode ser apontado como um dos fatores que contribuíram para o transbordamento da marginal do Tietê.
Dilma disse que o bombeamento é acionado para levar as águas do Rio Pinheiros para a Represa Billings.
- Nas chuvas de terça, a falha na bomba não afetou em nada a vazão do rio Tietê. Naquelas circunstâncias as bombas de Traição não tinham nenhuma função em relação ao rio.
Na última terça-feira, em nota oficial, a Secretaria de Águas e Energia Elétrica afirmou que o não funcionamento da bomba "comprometeu em 25% a capacidade de bombeamento (da Usina) e estrangulou ainda mais a capacidade de escoamento do Tietê". A secretária afirmou ontem que essa informação está equivocada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.