Quase todo mundo conhece os riscos de ter os documentos usados de forma indevida depois de perdê-los ou ser vítima de assalto. Mas um sistema que começou a ser implantado na Bahia pode resolver o problema em todo o país.
“Eu já tive o nome no SPC por causa desse problema”, afirma Ramiro de Jesus, técnico de manutenção industrial.
A tecnologia usada atualmente para a emissão de carteiras de identidade na Bahia evitaria o transtorno. A foto digital, impressa no documento, dificulta adulterações.
A principal novidade do sistema é o envio imediato das impressões digitais, por computador, para o banco de dados da Polícia Federal em Brasília. Dessa forma elas podem ser comparadas com as de outros brasileiros e estrangeiros cadastrados.
Se tudo estiver em ordem, o documento é entregue ao dono em cinco dias. Para retirar a carteira, as digitais são conferidas novamente.
“Você pode até ter a certidão de nascimento de outra pessoa, mas quando tentar tirar a carteira por ela, a comparação das impressões digitais vai revelar quem é você”, diz a diretora do Instituto de Identificação da Bahia, Iracilda Santos.
Na Bahia, a troca pelo modelo novo será feita aos poucos. As atuais carteiras de identidade vão continuar valendo. Serão substituídas quando houver necessidade de emitir a segunda via. Por enquanto, só a Bahia está enviando os dados para a Polícia Federal..
Segundo o Ministério da Justiça, a partir do próximo ano, outros estados devem se integrar gradativamente ao sistema. A previsão é que em nove anos todos os brasileiros estejam cadastrados em uma base de dados unificada na Polícia Federal.
Ramiro de Jesus conseguiu limpar o nome na praça. Ele espera que a nova tecnologia evite as fraudes. “Acho que agora melhore. A gente não tem mais essa preocupação”, diz.