Em entrevista ao radialista França Moura, durante o Programa Cidadania da Rádio Jornal, o prefeito afastado de São Luiz do Quitunde, Jean Cordeiro (PP) e seu vice, Fernando Queiroz, confirmaram que os advogados estão preparando um recurso no Tribunal de Justiça sobre o afastamento dos dois do cargo e entrar com uma medida cautelar.

A decisão que determinou o afastamento de Cordeiro foi concedida pelo juiz Odilon Raimundo Maciel Marques Luz. O magistrado julgou procedente a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) impetrada pela coligação PMDB- PSDB- PSL, PCdoB, PTB, DEM, PSB, PRTB e PV, que acusa o prefeito de compra de votos, além de fazer o transporte de eleitores durante o pleito de forma irregular.

Com a determinação, quem assume imediatamente o cargo é o segundo colocado nas urnas, o ex-prefeito Cícero Cavalcante (PMDB). “A decisão do juiz teve como base o depoimento de quatro pessoas que podemos considerar sem nenhuma credibilidade. Queremos tranqüilizar a população que estamos fazendo entrando na justiça para impedir que isso aconteça. Acreditamos na justiça dos homens”, disse Queiroz.

Durante a entrevista, o vice-prefeito fez duras críticas a Cavalcante e lembrou a prisão de Cavalcante durante a operação Gabiru. “Ele foi preso pela Polícia Federal como um dos chefes da quadrilha de prefeitos que roubava recursos das escolas e da merenda escolar. Tem vários processos contra ele e roubou mais de R$ 186 mil porque prometeu levar água a uma comunidade e não fez. Durante a gestão, não fazia prestação de contas, deixou o município arrasado”, disse.

Fernando Queiroz aproveitou para falar sobre o pleito de 2008, quando Cavalcante foi derrotado por Jean Cordeiro. “Foi o povo que nas urnas tirou Cícero das Cachorras do cargo. Além de ladrão, ele é mentiroso e por isso perdeu as eleições. É um marqueteiro. Tudo o que não presta num político está neste cidadão. A população de São Luiz sabe muito bem do que estou falando”, disparou Queiroz.

O vice-prefeito ainda acusou Cavalcante de criar pesquisas falsas para mostrar sua disparada nas intenções de votos na cidade. "O próprio Cícero inventava pesquisas e saía controlando a máquina administrativa. As eleições terminaram com uma diferença pequena de votos, mas se tivesse acontecido de forma tranquila, poderíamos ter vencido com uma diferença superior a 2000 votos", concluiu.