Quase 15 dias após a eleição da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores, o deputado Paulão (PT) comentou pela primeira vez o resultado do pleito que deu a vitória a Joaquim Britto. Durante a entrevista exclusiva à reportagem do Cadaminuto, o parlamentar “alfinetou” os candidatos derrotados, sendo um deles o seu colega de Assembleia Legislativa, deputado Judson Cabral (PT).
Paulão disse que viu a eleição como um processo de democracia e de demonstração participativa e que a vitória de Joaquim Britto se deve a um projeto coletivo realizado ao longo dos 30 anos do PT. Ele também destacou o debate interno com diversas candidaturas espontâneas.
“Os petistas deram resposta ao grupo que mais trabalha. Foi uma votação expressiva – Britto venceu com mais de 70% - por causa de um trabalho de base, ao contrário das outras candidaturas que têm dificuldade. Não se pode visitar a base apenas no período eleitoral. Com certeza foi uma conquista esmagadora de um grupo que tem trabalho”, alfinetou.
O petista continuou a entrevista falando também sobre a eleição de 2010. Segundo ele, o diferenciador da eleição foi o projeto a nível nacional. “A prioridade é eleição da Dilma, dos senadores e deputados federais. Em segundo plano aparecem os deputados estaduais e governadores. Não houve compreensão das candidaturas de que o projeto estadual está acima do nacional”, contou.
A especulação em torno de uma possível utilização do INSS como ajuda no “caixa” da candidatura de Britto foi negada pelo petista, que criticou os “inventores” da informação. “A maquina partidária foi à vontade da base, da militância. Foi uma critica infundada”, respondeu Paulão, dizendo ainda que a Secretaria de Educação de Maceió também não foi utilizada como favorecimento. “Thomaz e Gino se envolveram devido à aliança que fizemos. A base votou e reconheceu quem tem trabalho efetivo”, concluiu.
