Vinte homens que desempenham o papel fundamental de guarda vidas nas paradisíacas praias do município de Coruripe, participaram de uma palestra de apoio psicológico ao exercício da função, na manhã desta quinta-feira, 26, no auditório 1 da Secretaria Municipal de Educação daquela cidade do Litoral Sul de Alagoas.
Ministrada pelos psicólogos Rosalva Pacheco, do CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) - direcionado ao atendimento a vítimas de violências gerais - e Fernando de Carvalho, do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) – que trabalha com grupos, de todas as faixas etárias, expostos à situações de vulnerabilidade social (ambos os órgãos do Governo Federal, que atuam em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social de Coruripe), a palestra, procedida de um trabalho de dinâmica de grupo, teve como principal objetivo identificar problemas que interferem no exercício pleno da profissão, além de traumas que possam surgir, decorrentes da exposição a perigos constantes aos quais são submetidas sua vidas e as de seus atendidos, além da capacidade de adquirir frustrações. Identificada a problemática, os psicólogos e os próprios guardas vidas apresentaram propostas para a solução dos problemas expostos.
A iniciativa do secretário municipal de Turismo e Pesca, Manoel Otávio (Tavico), partiu da observação de faltas constantes ao trabalho, por parte dos guardas vidas, o que poderia pôr em situação de risco os turistas que freqüentam as belas praias de Coruripe. Identificadas as causas das constantes faltas, a palestra foi proposta pelo chefe da pasta, e realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social, que designou psicólogos especializados no assunto.
Ao final da eventualidade, os psicólogos realizaram um diagnóstico e “sugeriram que os guardas vidas sejam encaminhados à Secretaria de Saúde, para então passarem por acompanhamento psicoterápico, com o intuito de auxiliá-los e orientá-los, aproximando-os a forma perfeita de atuação no exercício da função, além de incentivar a agir de forma preventiva com relação a possíveis traumas futuros”, concordaram os psicólogos.