O presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, rejeitou hoje a paternidade de uma jovem de 22 anos atribuída por uma sobrinha e afirmou que suas declarações fazem parte de uma campanha de ataques midiáticos de "grupos mafiosos".

O novo escândalo enfrentado por Lugo, que assumiu um filho de dois anos correspondente a um dos três processos de reconhecimento de paternidade contra si, começou com Mirtha Maidana, filha de Mercedes Lugo, primeira-dama do país e irmã mais velha do governante.

Maidana afirma que seu tio é o pai biológico de Fátima Rojas, de 22 anos.

"Eu considero que isso (a acusação da sobrinha) faz parte de uma grande campanha montada e, por isso, não merece nenhum comentário de um presidente da República", afirmou Lugo durante sua entrevista coletiva semanal.

O novo caso de suposta paternidade centrou as perguntas dos jornalistas depois que alguns veículos de imprensa paraguaios, entre eles o influente jornal "Abc Color", publicassem detalhes sobre a sigilosa presença de Lugo no casamento de uma jovem apresentada como sua sobrinha no final de semana passado.

"Não falei com minha irmã. Os grupos mafiosos não têm rosto", disse o presidente depois de perguntado sobre se pediu a sua irmã para que calasse Mirtha Maidana.

"Fátima Rojas pertence a uma família que conheço desde 1977. É uma família de profissionais de Concepción (norte)", disse Lugo, que pediu publicamente desculpas "por tudo o que foi dito e continuará sendo falado".

Segundo o chefe de Estado paraguaio, "nenhum presidente, nem da ditadura, nem da democracia, teve que suportar" ataques midiáticos "com tanta intensidade".

A entrevista coletiva semanal de Lugo, que habitualmente é concedida às terças-feiras, foi anunciada ontem, quando o chefe de Estado informou sobre a suspensão de sua participação na 19ª Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo devido a "temas da agenda nacional". EFE