Quatro bancos privados sofreram intervenção de autoridades venezuelanas, que alegaram "irregularidades recorrentes" nas instituições financeiras, de acordo com o ministro das Finanças desse país, Alí Rodríguez. Os bancos representam 5,7% do sistema bancário local. Ainda não está imediatamente claro por quanto tempo deve durar a intervenção, mas as autoridades venezuelanas afirmaram que o atendimento aos clientes seria mantido.

"A Superintendência de Bancos, junto com o Banco Central da Venezuela, emitiram quatro resoluções decretando a intervenção a portas abertas destes quatro bancos. Isso quer dizer que as operações continuam normalmente", disse o ministro.

Os bancos Canarias, Bolívar, Pro Vivienda e Confederado foram os alvos das intervenções, todos eles pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro, um grupo de investidores liderado por Ricardo Fernandez, também envolvido com o setor alimentício, que abastece a rede de fornecedores públicos conhecida como "Mercal".

Segundo o ministro, entre as irregularidades que os bancos teriam cometido estão: o aumento de capital sem especificar a origem dos fundos, a repartição de dividendos sem autorização e a realização de operações proibidas com empresas coligadas.

O superintendente venezuelano dos bancos, Edgar Hernández, lembrou que havia medidas administrativas contra essas instituições financeiras desde 2008.