A Polícia Federal de São Paulo deteve nesta terça-feira (17) 11 pessoas acusadas de pertencer a uma organização criminosa que obtinha, indevidamente, benefícios de pensão por morte.


Segundo a PF, 90 policiais federais participam da "Operação Vidência" - nome dado em alusão às "mortes" previstas dos falsos beneficiários - deflagrada nas cidades de São Paulo (SP), São José dos Campos(SP), Rio de Janeiro (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Recife (PE), Salvador (BA) e Goiânia (GO).

De acordo com a PF, a organização criminosa atuava em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal e Goiás. A operação, batizada de "Operação Vidência", já prendeu 11 pessoas.

Benefício falso

Segundo informações da PF, a organização fabricava e utilizava documentos falsos, como certidões de casamento, RGs, atestados de óbitos, procurações, dentre outros, para obter indevidamente benefícios de pensão por morte junto à Previdência Social.

A organização usava os documentos falsos para criar “pessoas fictícias”, pagava duas ou três contribuições sociais em nome delas para tornál-as beneficiárias da Previdência Social, e, logo em seguida, forjavam o seu falecimento.


O benefício de pensão por morte destinados aos falsos dependentes era sacado pelos integrantes da organização criminosa.

Ainda de acordo com a PF, a organização também contratava empréstimos consignados junto a instituições financeiras em nome dos beneficiários fictícios.

A estimativa da PF é de que, se a organização criminosa continuasse atuando, o prejuízo aos cofres da Previdência Social poderiam atingir o montante de R$ 32 milhões.