Embarcações da Coreia do Sul e da Coreia do Norte se enfrentaram nas águas do Mar Ocidental (Mar Amarelo) nesta terça-feira (10), informou o Ministério de Defesa sul-coreano,

Os disparos teriam causado grandes danos na embarcação norte-coreana, segundo comunicado da Marinha sul-coreana.

O confronto agravou a tensão na península, poucos dias antes da visita a Seul do presidente norte-americano, Barack Obama.

O Ministério de Defesa de Seul informou que a patrulha da Coreia do Norte cruzou a fronteira marítima, o que levou os sul-coreanos a realizarem “disparos de advertência”. Os tiros teriam sido respondidos pelos norte-coreanos.

O canal sul-coreano YTN, citando fontes militares, informou que a embarcação norte-coreana atravessou a fronteira quando perseguia um pesqueiro chinês que operava na região.

 

O Ministério da Defesa informou ainda que o confronto não deixou feridos entre os sul-coreanos. As agências internacionais de notícias não têm informações sobre feridos do lado norte-coreano.

 

A linha de fronteira marítima entre os dois países, em tese ainda em guerra, já que não assinaram um tratado de paz para acabar com o conflito de 1950-1953, nunca foi reconhecida pelo Norte e é uma área de de frequentes disputas entre as duas Coreias.

 

Em 1999, uma embarcação norte-coreana foi afundada após um confronto, deixando cerca de 80 mortos. Em 2002, barcos de guerra norte-coreanos dispararam contra embarcações do país vizinho, deixando quatro mortos e 18 feridos.

 

Em outubro, a Marinha de Pyongyang acusou a Coreia do Sul de enviar barcos de guerra à região fronteiriça para aumentar a tensão entre os dois países, e chegou a advertir que a “menor provocação militar poderia desencadear um confronto armado”.

Pedido de desculpas

As autoridades norte-coreanas exigiram um pedido de desculpas, e denunciaram uma “grave provocação armada”.

“As autoridades militares sul-coreanas devem apresentar desculpas ao Norte por esta provocação armada, e adotar as medidas para que uma provocação similar não volte a se repetir”, afirma o Estado-Maior norte-coreano em um comunicado divulgado pela agência KCNA.