O Gilvan Lisboa, que defende o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos, o pai da Eloá – assassinada pelo namorado Lindemberg Alves em outubro do ano passado -, disse que seu cliente não deve se apresentar à Justiça alagoana já que o julgamento ocorreu sem a sua presença. Santos foi condenado em julgamento no último sábado (7) a 33 anos e três meses de prisão em regime fechado por matar o então chefe da Polícia Civil de Alagoas, Ricardo Lessa e seu motorista, Antenor Carlota da Silva.
De acordo com o advogado Gilvan Lisboa, ele vai continuar se escondendo da Justiça de Alagoas. Lisboa afirmou que a condenação de Santos foi injusta e que “ele foi usado como bode expiatório dos verdadeiros assassinos de Ricardo Lessa e Antenor Carlota”.
- Ele está desaparecido há 15 anos e vai continuar sem se apresentar a Justiça, a menos que a polícia o capture.
O pai de Eloá fugiu para Santo André, no ABC Paulista, após ser apontado como o principal suspeito assassinar o delegado alagoano. Ano passado, durante o velório de sua filha Eloá, ele foi reconhecido ao ser filmado pelas principais redes de televisão do país. Depois, ele fugiu de novo.
O ex-cabo Cícero Felizardo dos Santos também foi condenado no julgamento por praticar os mesmos crimes junto com o pai de Eloá. Ele deve pegar 33 anos e seis meses de cadeia no presídio Cyridião Durval, em Alagoas.
No julgamento, foi determinado que os dois ex-policiais paguem indenizações por damos morais à família do delegado Ricardo Lessa e do motorista Antenor Carlota. Os valores foram estipulados em R$ 653 mil e R$ 146 mil, respectivamente, de acordo com o juiz Amorim.