Já começou a contagem regressiva para a IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que será aberta na próxima sexta-feira (30) e segue até o dia 8 de novembro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá. O evento promete conquistar o público alagoano. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) é parceira dessa iniciativa, uma proposta da Edufal, editora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Serão cerca de 130 estandes divididos entre editoras, livrarias, revistas e instituições públicas e privadas. A literatura de Alagoas terá espaço no estande da Secult. Montado em uma área estratégica, próximo à Praça de Autógrafos, o centro terá uma programação independente e democrática. Ao todo, serão lançadas obras de 97 escritores.

Além dos lançamentos, serão realizadas mostras de cordel, exibição de documentário e contação de histórias infantis. Esse vai ser um dos ambientes mais disputados da Bienal. Mas qual a importância desse evento? "É um divisor de águas em Alagoas, principalmente para os amantes da leitura. Autores de todo o país e também do exterior revezam-se numa mostra de palavras e ideias", afirma o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas.

A Bienal desse ano será palco ainda para a realização dos encontros do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), dos Gestores de Bibliotecas Públicas e do Fórum do Plano Estadual do Livro e Leitura. Será feita ainda uma homenagem à escritora alagoana Ruth Quintella, no dia 3 de novembro, com entrega de troféu pelo incentivo à leitura infantil.


“Esta é a segunda vez que a Secult monta um estande na Bienal do Livro de Alagoas. Agora, estamos com a programação mais diversificada. Teremos varal de cordel todos os dias, com a participação de cordelistas de Maceió e de outros municípios”, explica Maria Luíza Russo, diretora da Biblioteca Pública Estadual.


Tradição nordestina - A literatura de cordel é um tipo de poesia popular impressa, que ocorre especialmente na região do Nordeste. Em Alagoas, o cordel ainda encanta leitores de todas as idades pela forma rimada e simples com que os versos são escritos.


É por saber que as histórias de cordel estão vivas que a Secretaria da Cultura, por meio da Biblioteca Pública Estadual, convidou cordelistas alagoanos para recitar seus versos na forma melodiosa e cadenciada próprias do estilo, de maneira a resgatar a cultura popular e conquistar novos leitores.


As declamações de cordéis serão realizadas todas as noites, sempre a partir das 19h, no estande da Secult. E o melhor de tudo: não precisa pagar nada. É só chegar, ouvir e deixar-se conquistar por este gênero tão nordestinho de fazer literatura.


Entre os cordelistas da programação, estão Dêmis Santana, Mariquinha, Jorge Calheiros e Luiz Alberto Machado. Mais informações pelo telefone (82) 3315-7877 ou pelo e-mail [email protected].