Um médico anestesista de prenome Mauro é acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos na enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Segundo a polícia de Belém, Mauro teria cometido o abuso quando a jovem estava anestesiada, após uma cirurgia. O anestesista foi preso em flagrante, o que, segundo o advogado do acusado, foi considerado um abuso.
O caso aconteceu na noite da última terça-feira. Ontem, sexta-feira, o juiz Pedro Pinheiro Sotero, da 1ª Vara de Inquéritos e Medidas Cautelares, decretou a prisão preventiva do acusado. No despacho, o magistrado justifica a decisão por perceber estarem presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. 'Os requisitos e elementos determinantes da custódia preventiva estão presentes e a jurisprudência é pacífica no sentido de que: certa a existência material do crime e suficientes os indícios de autoria, não é de se conceder a liberdade provisória a agente (...) preso em flagrante delito, tendo em vista a necessidade de resguardar a ordem pública', diz o juiz.
A adolescente deu entrada no bloco cirúrgico da Santa Casa na última terça-feira, para a realização de uma curetagem, procedimento cirúrgico pós aborto espontâneo. Enquanto aguardava transferência para uma enfermaria, ela relatou ter sido molestada pelo anestesista.
De acordo com relatos da menina, o médico teria aproveitado o momento em que os dois ficaram a sós na sala e tentado abusar da jovem. Em depoimento à polícia, a adolescente conta que estava anestesiada e que Mauro teria usado a mão da paciente para acariciar suas partes íntimas. Depois disso, o anestesista ainda teria acariciado os seios dela por baixo da roupa
Mauro está preso no Presídio Estadual de Americano I, em Santa Izabel, nordeste do Pará. O advogado do acusado, Arthemio Leal, diz que o juiz mudou sua decisão.
- No primeiro despacho, que inclusive foi publicado na internet, o magistrado acatou parecer favorável do promotor Milton Menezes, no Ministério Público, concedendo liberdade provisória. Em seguida, por motivos que ainda não estão claros, mudou de ideia e decretou a preventiva - explicou Arthemio.
Ainda segundo ele, a defesa vai recorrer da decisão.
- Vamos entrar com pedido de liminar para que o habeas corpus seja concedido. Acreditamos que a decisão saia ainda este final de semana, porque o judiciário trabalha em regime de plantão - disse o advogado.
O recurso deve ser analisado por um desembargador relator.