No fim de semana, Paula Perillo sobe ao palco. É bailarina que brilha a frente do espetáculo 50 – Bossa Nova, mais uma criação do Ballet Stagium, companhia reconhecida nacionalmente. Mas até esta quinta-feira (22), a artista está em Maceió, no comando de uma oficina de dança contemporânea. Essa é mais uma etapa da 7ª Mostra Alagoana de Dança, uma realização da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
As aulas começaram na segunda (19), em duas turmas. Pela manhã, das 9h às 12h, no Ballet Eliana Cavalcante, que fica no bairro do Farol; à tarde, das 14h às 17, no Centro de Belas Artes (Cenarte), no Centro de Maceió.
Esta turma é mais heterogênea. Acompanhamos os passos de 12 participantes, incluindo uma jovem grávida de cinco meses. Todos buscam conhecer melhor o estilo contemporâneo. “É a dança do nosso tempo, mas existem técnicas. Foram desenvolvidas diferentes linhas dessa vertente. Agora, eu trago um pouco da experiência da americana Jennifer Muller”, contou a bailarina.
Inspirada em Muller, Paula pede que os alunos movimentem-se guiados pela energia. “A gente tem que investigar a natureza orgânica do movimento. Qual a energia que eu vou dar?”, ensina aos pupilos.
Como aprendizes, jovens bailarinos e também um experiente Edu Passos, professor de expressão corporal no Cenarte. “Essa experiência é incrível. Quem faz dança não pode perder. É a chance de aprendermos com uma artista de conhecimento vasto”, avalia Edu.
Paula tem 20 anos de carreira profissional. Estreou no Balé da Cidade de São Paulo. Desde 1992, integra o elenco do Stagium. Estudou com nomes importantes do ballet, no Brasil e nos Estados Unidos, a exemplo de Marika Gidali, Decio Otero, Hector Zaraspe e Dorothy Lister.
Gabrielle Mendes Rocha, 18, e Paulo Henrique Sondres, 19, estão animados com a oportunidade. “Eu faço dança há 11 anos. Tenho essa oficina como a chance de aprimorar meus movimentos e ter mais fluência no âmbito do contemporâneo”, diz a garota. Paulo Henrique estuda há três anos. “O sonho é o de me tornar um profissional. Sei que é difícil, mas estou no caminho”, diz.
Então, vale a pena aproveitar todas as lições de Paula. “São apenas quatro dias, é pouco. Mas o mínimo de compreensão que eles tenham de não ultrapassar os limites do corpo já vai me deixar feliz. A dança está dentro de cada um de nós. Mais do que técnica, temos que dançar com a alma”, revela.
