O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, voltou a afirmar que a Polícia Militar encontra-se em estado de alerta para evitar novas tentativas de invasão a favelas da cidade. Além disso, a corporação tem a missão de localizar os traficantes que atacaram o Morro dos Macacos. De acordo com ele, haverá quatro mil policiais militares a mais nas ruas, que sairão de várias batalhões da Região Metropolitana. Já a Polícia Civil terá um reforço de 500 homens na capital do estado. Beltrame afirmou que todas as delegacias também estão de prontidão.
- A polícia já iniciou uma reação, que não tem prazo para terminar - disse o secretário, ao lado do chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, do comandante-geral da Polícia Militar, Mario Sergio Duarte, e do subsecretário operacional de Segurança, Roberto Sá.
O comandante da PM disse que todas as folgas de policiais militares estão suspensas:
- Nesse momento, quem tem controle sobre o morro é a polícia - disse o coronel, visivelmente abalado. - Não estamos movidos por vingança, mas isso não vai ficar assim.
O chefe da Polícia Civil afirmou que o setor de inteligência da corporação já identificou as causas da invasão e os seus participantes.
Beltrame e o comandante da PM evitaram falar quem está por trás dos ataques. Mas informações extra-oficiais dão conta de que integrantes da maior facção criminosa do Rio - incluindo o chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, Luis Fabiano Atanásio da Silva - estavam encurralados no alto do Morro São João.
Pouco tempo depois da derrubada do helicóptero da PM, policiais civis de todas as delegacias especializadas que estavam de folga foram acionados. Para evitar novos ataques a ônibus e a fuga dos bandidos encurralados, agentes cercaram as favelas de Manguinhos, do Jacaré, da Mangueira, da Providência e da Rocinha. Eles também foram para a Vila Cruzeiro, o Complexo do Alemão, a Providência e Morro de São Carlos. Equipes de delegacias e batalhões de Niterói, São Gonçalo e do interior foram convocados.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que a inteligência da polícia sabia da possibilidade de uma invasão. Segundo ele, os ataques foram "um ato desesperado do tráfico à procura de espaço".
