O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou nesta quinta-feira (15) que a agência fará novas prospecções na camada pré-sal em busca de petróleo a partir de novembro. Segundo Lima, a intenção é encontrar os cinco bilhões de barris que serão repassados à Petrobras dentro do processo de capitalização da empresa.
“Nós vamos perfurar para encontrar a área que vamos conceder à Petrobras, que são os cinco bilhões de barris que estão nos projetos de lei. Vamos começar a perfurar no curtíssimo prazo, a partir de novembro”, disse o diretor-geral da ANP.
Lima informou que a prospecção será feita dentro da área que ainda não foi concedida das reservas. A busca por mais petróleo será realizada na bacia de Santos, próximo aos campos já concedidos de Tupi e Iara.
Cada furo que será feito pela Agência custará de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões. A expectativa do diretor-geral da ANP é fazer de três a quatro furos para mapear a área que seria concedida à Petrobras. Ele afirmou que a estatal, que tem também acionistas privados, não irá ressarcir à ANP pelo trabalho de prospecção. Atualmente, a ANP gasta por ano R$ 200 milhões com prospecção de petróleo. Até agora, a agência tem seu foco na busca de petróleo em terra e não no mar.
O diretor-geral da ANP confirmou que não foi encontrado petróleo na primeira prospecção feita no Vale do Jequitinhonha, na Bahia. Ele afirmou que uma nova tentativa está sendo feita. Lima destacou que a camada de sal é menor nesta região, o que possibilitaria encontrar petróleo em uma profundidade menor do que os 7 mil metros dos campos já conhecidos. Ele ressaltou, no entanto, que a expectativa é de se encontrar uma quantidade menor de petróleo na região.
Lima esteve na Câmara dos Deputados para uma audiência pública na comissão especial que discute o projeto que muda o modelo de exploração de petróleo na camada pré-sal de concessão para partilha. A audiência, no entanto, foi remarcada para a próxima terça-feira (20).