A situação atual do Partido dos Trabalhadores em Alagoas que está muito próximo de realizar um marco histórico na recente política estadual, caso se confirme sua ida para a coligação composta por PMDB do senador Renan Calheiros, PTB do senador Fernando Collor, PDT do ex-governador Ronaldo Lessa, PP de Benedito Lira e Cícero Almeida, entre outras siglas pequenas, foi o tema da entrevista exclusiva do deputado estadual Judson Cabral ao Cadaminuto.

A reportagem procurou saber do parlamentar qual era a opinião dele sobre a possível aliança e o que ele achava da fala do presidente estadual do PT, Ricardo Valença, a imprensa, não descartando a coligação entre o partido presidente Lula e o PMDB, PDT, PTB, PP e os demais da base aliada do governo federal.

 

“Defendemos que o PT não fique no isolamento. Mas, daí fazer qualquer tipo de aliança não é o caso. As alianças têm que ser feitas em cima de projetos bem definidos”, disse o petista, comentando ainda sobre a reunião ocorrida há duas semanas, em Brasília, quando líderes estaduais do partido estiveram reunidos em Brasília para discutir a possível aliança.

”O que nos vimos até então foi uma reunião de personalidades que querem impor uma definição para 2010. O PT não participou e certamente não entrará na discussão desse viés. Deveremos discutir com partidos de base aliada que apóiam o governo federal, mas primeiro temos que saber qual é o projeto, a proposta e como o PT vai se situar. Essa é a discussão”, opinou.

Cabral fez questão de lembrar que em 24 de novembro acontecerá as eleições estaduais do partido e que por isso nenhum dirigente pode se pronunciar sobre posicionamento do PT no próximo ano.

“Nesse momento o PT está em processo de escolha de seus dirigentes. É muito difícil qualquer dirigente do PT assumir qualquer posição agora, já que ele não sabe se vai continuar por conta da eleição, renovação. É prematuro qualquer posicionamento. Vamos primeiro vencer essa etapa e a partir daí vamos começar a discutir o processo eleitoral 2010. Isso não impede de dialogarmos com outros partidos, mas não a fechamento de nenhum acordo nesse momento”, concluiu.