O deputado Judson Cabral (PT) usou a tribuna na tarde desta terça-feira (13), para comentar sobre a aprovação do Plano de Ação para Fortalecimento do Processo de Formulação e Execução Orçamentária. O parlamentar recebeu apoio dos colegas que também falaram sobre o Orçamento para 2010.

Os comentários começaram na Hora do Expediente quando o deputado Judson Cabral usou a tribuna para criticar o posicionamento do governo estadual em relação a prestação de contas. Segundo ele, o governo não tem demonstrado interesse em prestar contas à ALE,

"É preciso, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que a cada quatro meses seja realizada uma audiência pública, para que seja feita política de gestão fiscal. O governo tem que debruçar mais sobre a questão do orçamento. Desconheço qualquer parecer ou balanço das contas de 2008”, completou.

Cabral falou também sobre o orçamento. O parlamentar destacou a redução do orçamento da saúde. “Não existe nenhuma explicação plausível para encolhimento do orçamento da saúde. O orçamento de 2009 em relação a 2010 reduziu em R$10 milhões. Natural que o governo diga que estagnou, mas não justifica o corte que foi feito na saúde de R$48 milhões. De onde foi tirado? Qual foi o cálculo?”, questionou.

Antonio Albuquerque pediu a palavra e afirmou que o governo do Estado tem obrigação de fazer a prestação de contas e que se não o fez, é crime. Ele explicou que não tem conhecimento das contas, já que esteve afastamento do parlamento.

Saúde

O ex-presidente da ALE contou ainda que foi visitar um paciente na Unidade de Emergência do Agreste um paciente e que ficou impressionado com a quantidade de colchões e pacientes espalhados pelo chão. “Tanto de um lado e de outro repleto de colchonete no chão. Crianças no soro, idosos. È uma preocupação do poder legislativo”, disse.

PCC

Na sessão desta terça-feira, o deputado Paulão (PT) cobrou esclarecimento da Mesa Diretora e das comissões permanentes para justificar a não inclusão do veto do governo estadual sobre o Plano de Carros e Carreira (PCC).

“Discutimos sobre o poder judiciário e sobre o Tribunal de Contas. É uma perspectiva de carreira. A Mesa Diretora acordou e fez projeção de números. Qual o porquê das comissões não colocarem o projeto na ordem do dia.”, lembrou o petista, concluindo seu discurso reclamando dos deputados da base do governo que faltaram a sessão.