A Justiça francesa denunciou por associação ao terrorismo um cientista que trabalhava para o Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), informaram nesta segunda-feira fontes judiciais. Ele e o irmão mais novo, cujos nomes não foram revelados, foram detidos na sexta-feira passada (09) por suspeitas de manter contato pela internet com membros da rede terrorista Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI).

O francês, um suposto extremista islâmico de 32 anos, trabalhava para o CERN desde 2003, contratado por uma empresa terceirizada.

Uma fonte próxima ao caso, citada pela agência France Presse, afirmou que o físico falou de maneira vaga em cometer um atentado, mas ao que parece não se empenhou em "preparativos materiais" para isto.

Ele ficará à disposição do juiz que decidirá sobre sua prisão, como pede à Promotoria, ou pela sua libertação. Seu irmão foi libertado neste fim de semana.

Há mais de um ano a Justiça investigava o cidadão francês de origem argelina e seu irmão, de 25 anos. As autoridades suspeitavam do envolvimento deles com a AQMI.

A AQMI sucedeu em 2007 o antigo Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC), argelino. O GSPC, ligado à rede Al Qaeda, é bastante ativo nos países do Magreb, na Mauritânia e em Mali.

O físico trabalhava ao lado de cerca de 7.000 cientistas no centro que fica na fronteira entre França e Suíça.