O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, após reunião com representantes da Polícia Rodoviária Federal e a Funrio, organizadora do concurso da PRF para 750 vagas, que tem mais de 113 mil candidatos inscritos, informou por meio de sua assessoria de imprensa que obteve o compromisso de adequação das regras do processo seletivo aos princípios da administração pública.
Como o edital original permitia a inscrição de um candidato por vários estados, o procurador da República Edson Abdon Filho cobrou a anulação das múltiplas inscrições para evitar o favorecimento de quem concorreria a mais de uma vaga.
Ao mudar a regra do concurso, a Funrio e a PRF cumprem a recomendação expedida pelo MPF no início desta semana. Ao mesmo tempo, o cronograma das provas do concurso foi mantido.
Segundo informações da assessoria de imprensa do MPF, o edital do concurso permitia que um candidato concorresse em vários estados com uma única prova, aumentando as chances de ser aprovado.
No edital estava previsto que o candidato poderia escolher o local onde faria a prova e a localidade onde gostaria de trabalhar – poderiam ser cidades distintas.
De acordo com o procurador da República Abdon, essa brecha no edital favorecia concorrentes com poder aquisitivo para se inscrever em mais de um estado ou que obtiveram isenção de taxa.
Os organizadores do concurso comprometeram-se a ressarcir os candidatos que pagaram mais de uma taxa de inscrição, segundo o MPF.
Esses candidatos concorrerão à vaga no estado indicado na primeira inscrição realizada, verificada pelo número de inscrição (registrado em ordem crescente). A forma de reembolso será oportunamente divulgada pela Funrio em comunicados oficiais.
Segundo a assessoria de imprensa do MPF, o procurador Abdon ficou satisfeito com o resultado da reunião com a Funrio e a PRF, pois entende que o interesse público foi preservado, evitando o favorecimento de alguns candidatos.