A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, discutiu nesta sexta-feira com diplomatas estrangeiros a possibilidade de suspender as sanções impostas pelos países ocidentais à junta militar no poder, informou a embaixada no país asiático.
Aung San Suu Kyi foi autorizada a se reunir pela manhã com representantes dos EUA, da Grã-Bretanha e da Austrália.
"O encontro foi resultado de um pedido feito por carta por Aung San Suu Kyi ao general Than Shwe (chefe da junta) para se reunir com representantes dos EUA e de outros países para discutir suas respectivas políticas de sanções", disse à AFP o porta-voz da embaixada americana, Drake Weisert.
"Podemos confirmar que a questão das sanções foi discutida durante a reunião. Mas não queremos nos antecipar às discussões entre Aung San Suu Kyi com as autoridades (birmanas) abordando detalhes da reunião", acrescentou.
Aung San Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar, é a única vencedora do Prêmio Nobel da Paz a estar privada de liberdade e é muitas vezes comparada a Nelson Mandela, que passou 27 anos em prisões sul-africanas antes de ser capaz de desempenhar um pleno papel político.
Suu Kyi, filha do herói da independência do país, o general Aung San, sempre reiterou sua inocência, não deixando de clamar sua inocência e denunciar o caráter parcial das acusações atribuídas a ela pelo governo birmanês.