A baixa expectativa de vida no Brasil é o principal fator que puxa para baixo o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil), diz a ONU (Organização das Nações Unidas). Atualmente, segundo o relatório divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o índice é de 72,2 anos.

O relatório divulgado ontem, segunda-feira pela ONU afirma que o IDH do Brasil aumentou. A melhora, entretanto, foi tênue, com o índice indo de 0,808 para 0,813 - a colocação no ranking mundial, no 75º lugar, ficou inalterada.

Para o coordernador do relatório no Brasil, Flávio Comim, o Brasil precisa avançar muito nesse quesito se quiser melhorar a qualidade de vida de sua população.

- O brasileiro vive pouco. Mesmo comparada a outros países da América Latina, a expectativa de vida no Brasil é baixa.

Contra a expectativa de 72,2 anos do brasileiro, o relatório do Pnud cita países latino-americanos cujas condições econômicas são iguais ou piores que as do Brasil e a expectativa de vida da população é consideravelmente maior.

No Equador, uma criança nascida hoje deve viver 75 anos. Na Argentina, 75,2, no Panamá, 75,7, em Cuba, 75,5 e, na Costa Rica, 78,7. No ranking específico da expectativa de vida, liderado pelo Japão (82,7 anos), o Brasil fica em 81º.

Comim diz que a redução da taxa de mortalidade infantil é uma das principais metas a serem buscadas.

- A expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil estão correlacionadas. A taxa de mortalidade infantil influencia em pelo menos 75% da expectativa de vida. A morte prematura de jovens também contribui, principalmente por causa da violência, sobretudo em grandes cidades como São Paulo.