As experiências do Brasil e China nas políticas de acesso à água e segurança alimentar e nutricional serão discutidas, na próxima segunda-feira (5/10), em um simpósio, em Brasília, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O encontro será aberto, às 9h, pelo secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da Pasta, Crispim Moreira.

No período da manhã, das 10h às 12h, a palestra será com o pesquisador Zhu Qiang, especialista em captação de água pluviais da Universidade de Tsinghua e do Departamento de Recursos Hídricos da Província de Gansu da China. O chinês foi um dos idealizadores do programa “Providenciando água para uso humano e para animais”, que desenvolve a economia rural e melhora o meio ambiente por meio do uso da água da chuva, conhecido como 1+2+1. O trabalho dele foi o marco referencial do Programa de Cisternas no Brasil. < /P>

O debate continua à tarde, das 14h às 15h40, com o painel “Políticas governamentais de acesso à água e segurança alimentar: uma reflexão sobre os impactos sociais e sustentabilidade”. Participarão do debate Crispim Moreira, o secretário da Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adoniram Sanches Peraci, e o chefe da Unidade de Gestão de Recursos Hídricos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco da Parnaíba (CODESVASF), Elton Cruz.

A última parte do encontro, das 16h às 17h40, será sobre o tema “Experiências na Implantação de Projetos de Acesso à Água no Semiárido Brasileiro”.

Programa – Desde 2003, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome executa o Programa de Cisternas, que facilita o acesso à água aos moradores do Semiárido brasileiro.

A cisterna é um tipo de tanque que permite armazenar 16 mil litros de água, o suficiente para o uso de uma família de cinco pessoas para beber e preparar alimentos. É construída com placas de cimento por meio de tecnologia popular que capta a água das chuvas do telhado sendo escoada para o reservatório.

Para a produção de alimentos visando o autoconsumo, o Ministério tem o Programa Segunda Água. Neste caso, são construídos reservatórios maiores para a captação de água da chuva. São sete tipos de reservatórios: cisterna calçadão, barragem subterrânea, tanque de pedra ou caldeirão, barraginha, cisterna enxurrada e bomba d'água popular.

O Ministério tem também levado as cisternas para as pequenas escolas da zona rural do Semiárido. Em parceria com o Ministério da Educação, o programa, além de prover as escolas com água, tem o objetivo de ser o eixo mobilizador para projeto pedagógico de conscientização ambiental, cidadania, segurança alimentar e convivência com a realidade da região, além de possibilitar melhora na preparação da merenda escolar.

De 2003 a maio de 2009, os investimentos do MDS no Programa de Cisternas totalizam R$ 337,6 milhões, beneficiando mais de 1,3 milhão de pessoas no Semiárido.