As autoridades ainda não conseguiram determinar as causas da explosão, na quinta-feira (24), em Santo André, que destruiu um quarteirão da cidade e deixou duas pessoas mortas. O dono da loja de fogos onde começou a sequência de explosões continua desaparecido. Segundos vizinhos, ele estava mexendo numa antena no telhado e provocou uma faísca.
O dia seguinte à tragédia foi de depoimentos na delegacia. A mãe do dono da loja saiu direto do hospital para ser ouvida. “Ela nega qualquer manuseio ou existência de pólvora ou qualquer material explosivo, a não ser os materiais, fogos, que ele estava autorizado a comercializar no local”, diz o delegado Alberto Mesquita.
Outras vítimas e testemunhas contaram o que viram. Dizem que Sandro Castelani estava no telhado da loja, mexendo numa antena. Houve uma faísca. Em seguida, as luzes das casas piscaram. A porta da loja estufou e começaram as explosões.
As câmeras de segurança de uma empresa vizinha à loja registraram um grande clarão, muita fumaça, fogos e destroços voando. O laudo da perícia sai em 30 dias.
O dono da loja, que continua desaparecido, vai responder por dois homicídios, lesões corporais, danos materiais e o chamado crime de explosão, que coloca em risco vidas e patrimônio.
Para o diretor técnico da Associação Brasileira de Pirotecnia, Valter Jeremias, pelo tamanho da explosão, o estoque de fogos na loja de Santo André devia estar acima do permitido ou mal armazenado. “O correto era trabalhar com estoque máximo de dois a três dias, e ter um depósito em zona rural”, afirma Valter.