Bancários de diversos sindicatos pelo Brasil decidiram, em assembleias realizadas ontem, quarta-feira (23), entrar em greve a partir desta quinta-feira por tempo indeterminado.

Os trabalhadores de Maceió, São Paulo (capital, Osasco e região), Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Manaus (AM), além dos Estados de Pernambuco, Ceará, Rondônia, Goiás, Espírito Santo, Piauí, Acre, entre outros, já decidiram seguir a orientação do Comando Nacional dos Bancários e deflagraram a paralisação. As informações são da Contraf-CUT (para ver todas os sindicatos que aderiram clique aqui).

Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação dos bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 4,5% nos salários no último dia 17. A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem ainda proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e da metas abusivas".

"Há quase dois meses os banqueiros já conhecem nossas reivindicações. Se quisessem evitar a greve teriam apresentado na mesa de negociação proposta com aumento real de salários, PLR maior e mais justa, proteção ao emprego nos casos de fusão e medidas de combate ao assédio moral e às metas abusivas ", disse, em nota, Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.