Após quase seis anos, deve acontecer nesta quinta-feira (24), o julgamento do empresário Moacir Barbosa de Almeida, acusado de ser o autor intelectual do crime que vitimou a esposa Vilma Leão Barbosa, ocorrido em dia 02 de janeiro de 2004. O julgamento está marcado para às 8 horas no Fórum do município de Arapiraca e será presidido pelo magistrado Jhon Silas.
O empresário, que após o crime estava foragido da justiça, se apresentou a polícia em 26 de setembro de 2007. Com o pedido de prisão preventiva, Moacir Barbosa foi recolhido ao presídio de segurança média Desembargador Luiz Oliveira de Souza, em Arapiraca. Ele é acusado de contratar dois pistoleiros, que estavam numa moto e abordaram a comerciante na porta de sua residência localizada localizada na Rua Lúcio Roberto, no bairro Eldorado, em Arapiraca.
Vilma Leão foi morta com quatro tiros; o último tiro foi deflagrado quando ela já estava caída ao chão, de costas, e agonizava. A vítima morreu no hospital. Vilma Leão não teve qualquer chance de defesa contra os criminosos. Para simular um assalto, os acusados fugiram levando apenas a bolsa da vítima, embora Vilma Leão usasse várias jóias no momento em que foi executada. A bolsa foi jogada poucos quarteirões adiante do local do crime.
Outro crime que pesa contra Moacir Barbosa, é o assassinato do filho, Anderson Felipe, 29 anos. O jovem foi executado com nove tios de pistolas na porta do restaurante Labaredas Grill, em Arapiraca, onde trabalhava. O jovem havia denunciado o próprio pai de ser o autor intelectual da morte da mãe. A denúncia foi feita num programa de policial em Alagoas.
A família da vítima não tem dúvidas de que o crime foi praticado pelo empresário. Parentes dizem que o crime teve origem passional. Apesar de terem casado em regime de separação total de bens, Moacir Barbosa estava economicamente falido e não concordava com a separação judicial, fato este apontado pela polícia como a principal motivação para o homicídio. Além disso, o empresário tinha interesse de garantir a herança dos filhos, que herdaram um grande patrimônio dos avós.
O crime teve grande repercussão em Arapiraca e região Agreste de Alagoas. O caso ainda ganhou destaque nacional após ser alvo de reportagem no Programa Linha Direta da Rede Globo de Televisão, no dia 06 de outubro de 2005.

