O delegado, Josias Luiz de Lima, titular da Delegacia Regional de São Miguel dos Campos, recebeu está semana todo inquérito que investiga a morte do prefeito de Roteiro, Edvaldo dos Santos, Val do Agenor, e dois secretários, José Cláudio Benedito da Silva, o “Bené”, e José Francisco Souza, o “Vaqueiro”. O delegado começa ouvir ainda está semana, pessoas que presenciaram o crime.

O inquérito é formado em dois volumes e começou a ser apurado quando o delegado Antonio Carlos Lessa comandava a delegacia regional. O crime aconteceu em setembro de 2006 e até agora nenhum acusado foi preso. A oitiva começa essa semana, quatro pessoas já foram intimadas a prestar esclarecimentos à polícia.

A reportagem do Cadaminuto conversou por telefone com o delegado Josias Lima e ele confirmou que o tempo é muito curto para solucionar alguma coisa sobre o crime. “Tenho um prazo de 30 dias para fazer todo levantamento investigativo. O tempo é muito curto para tentar esclarecer algo. Já se passaram três anos e nada foi descoberto”, disse o delegado.

Entre as pessoas a serem ouvidas podem estar Edmilson Nicolau dos Santos, o “Sibite”, e o assessor do prefeito, Kenedy Tenório Domingos, que estavam no veículo do prefeito quando foi alvejado com vários disparos de calibre 12, por quartos homens fortemente armados. O caso está sendo acompanhado pela 17ª Vara Criminal de Maceió.

O inquérito já passou por vários departamentos da Defesa Social. O delegado trabalha com duas linhas de investigações, uma de latrocínio e outra de conotação política, sendo esta a de maior relevância. “A linha de investigação que estamos seguindo é mais para o lado da política, quase descartando o crime relacionado a latrocínio”, falou Josias Lima.

As investigações da polícia só recomeçaram após matéria publicada no Cadaminuto(Leia) revelando que o caso estava sem solução. Na ultima sexta-feira (11), a “Chacina de Roteiro” completou três anos.