Esperava-se declarações contundentes de apoio aos juízes alagoanos, uma posição firme contra os ataques que os juízes receberam principalmente do deputado Cícero Ferro (PMN), mas se a visita do presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes já não era o esperado, o pior ficou marcado para o final.
Durante um encontro com o Governador do Estado, Teotônio Vilela Filho, foi articulado uma reunião entre Gilmar Mendes e o presidente da Assembléia Legislativa , Fernando Toledo (PSDB). Segundo apurado pelo Cadaminuto, o encontro aconteceu e o parlamentar explicou qual a posição dos deputados neste entrave que envolve os Poderes Legislativo e Judiciáio.
O encontro entre Gilmar e Fernando Toledo irritou profundamente todos os membros do judiciário alagoano, que chegaram a acreditar que o ministro do STF seria um aliado na questão da intervenção do Legislativo.
Durante toda a visita em Alagoas, o Ministro do STF preferiu não comentar questões políticas envolvendo os deputados da ALE. Uma decisão do desembargador Orlando Manso, que determinava o afastamento do deputado estadual Cícero Ferro (PMN), foi descumprida pela ALE, o que gerou irritação dos juízes alagoanos.
Para a imprensa alagoana o ministro do STF foi claro quando questionado sobre a possível intervenção na ALE, chegando a deixar nas entrelinhas que tal atitude pode não ser concretizada. “Ainda vou analisar o pedido, mas acredito que não seja necessária intervenção do Judiciário na Assembleia Legislativa do Estado. Vamos acreditar no bom senso dos deputados em resolver essa questão”, explicou.
Mendes concedeu liminar recentemente a favor do retorno dos deputados afastados, que estão envolvidos no desvio de mais de R$ 300 milhões da ALE, e que foram investigados durante a Operação Taturana, deflagrada em dezembro de 2007. Atitude esta muito criticada pela população alagoana.
Sobre a questão, também levantada pela imprensa, Mendes preferiu se manter imparcial. “Não sou especialista em taturanas. A minha decisão levou em conta que não há legalidade no afastamento de parlamentares em caso de improbidade administrativa”, finalizou.
