A suspeita de que os assassinatos do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) José Guilherme Villela, de 73 anos, da esposa dele, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58, configure um caso de latrocínio – roubo seguido de morte – está perdendo força e investigadores começam a trabalhar com a hipótese do crime ter sido encomendado. As informações são do jornal “Correio Braziliense”.
A mudança na linha de investigação estaria ligada a novas provas encontradas no local do crime, o apartamento do casal Villela, e ao depoimento de uma testemunha considerada peça-chave para o esclarecimento do caso.
A testemunha esteve no apartamento junto com os policias, na noite da última sexta-feira. Era um homem, de pele branca, que chegou escoltado vestindo um casaco e um capuz preto, para não ser identificado.
Na ocasião, a delegada titular do 1º DP de Brasília, Martha Vargas, havia alertado para a novidade no caso. “A população pode se preparar para uma reviravolta no caso. As investigações estão caminhando bem”, disse.
A hipótese de crime por encomenda levou a Polícia Civil a descartar a suspeita sobre dois jovens de cerca de 20 anos que tinham sido identificados pelo circuito de segurança de um prédio vizinho.
Os dois apareciam correndo e carregando uma mochila. Além disso, também tinham sido apontados como suspeitos porque são filhos de uma pessoa ligada à família Villela. No entanto, a polícia não encontrou qualquer digital deles no apartamento, no elevador ou nas escadas do prédio.
De 1980 a 1986, o advogado José Guilherme Villela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral. Entre os clientes famosos, ele defendeu o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf; o ex- ministro da Fazenda, Delfim Netto, os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Collor (durante o processo de impeachment em 1992) e o presidente do Senado Federal, José Sarney.