A vereadora por Maceió, Heloísa Helena (Psol), foi entrevista na manhã desta quarta-feira, pelo radialista França Moura, no programa Cidadania da rádio Jornal. Durante sua fala, a senadora afirmou que deverá mesmo ser candidata ao senado em 2010 e criticou o local onde funciona atualmente a sede da Câmara Municipal de Maceió.

“Tenho mais de 95% de chances de disputar o senado. Gostaria de ser governadora, prefeita de Maceió ou presidente, porque o executivo faz a obra, dialoga ainda mais com a população. Mas, Quem vai decidir o meu futuro político é o povo de Alagoas”, contou.

Helena disse que a decisão final de sua candidatura acontecerá durante a conferência eleitoral em janeiro. Ela não descartou a possibilidade do Psol fazer coligação ao Partido Verde (PV) (atual sigla da ex-ministra e senadora do Acre, Marina Silva), mas disse ser praticamente impossível se unir ao PDT do ex-governador Ronaldo Lessa.

“Não poderíamos fazer essa união, porque a política de alianças seria outra. Tenho conversado com Lessa e sei que ele gostaria de disputar também o senado, mas a gente divide votos. Ele me contou que se arrepende de muita coisa que fez durante o tempo que foi governador”, explicou.

Atuação no Senado

A presidente nacional do PSol é sempre questionada por sua atuação durante seu mandato quando era senadora. Muitas pessoas alegam que não votam nela por saber que Heloísa não trouxe nenhuma emenda para Alagoas. Sobre isso, a vereadora rebateu dizendo que roubaram o dinheiro que ela mandou pra o estado.

“Se parte da bancada canalha de alagoas ou de Brasília não tivesse roubado o que foi publicado no Diário Oficial da União, que foi minha emenda para políticas sociais, teríamos mais leitos públicos, um hospital infantil e não ficaríamos com déficit de vagas para crianças nas escolas. Foram mais de 100 milhões. Existe gente maravilhosa e oportunista em todo canto”, respondeu.

Câmara Municipal

A sessão da câmara municipal de Maceió desta quarta-feira é itinerante. Sobre isso, Heloísa Helena destacou a importância de estar em todos os bairros. “É bom para que possamos receber as reivindicações da sociedade em forma geral. Todos os vereadores têm que saber os problemas dos bairros e identificar os problemas gravíssimos da saúde, educação, geração de emprego e renda”, opinou.

“É o momento onde ninguém conhece onde funciona a câmara. Em lugar nenhum. Ninguém vai pagar dois ônibus pra ir assistir a sessão da câmara ou falar com uma autoridade. É uma esculhambação”, afirmou a parlamentar.

A tão questionada e criticada verba de gabinete também foi lembrada por ela. “Peço que a Mesa Diretora pegue os R$216 mil que deixei de pegar da minha verba de gabinete e devolva a prefeitura para que se possa fazer escolas e escadarias nas grotas”, concluiu.